Dr. Marcelo Horta Furtado
ii.Como pensamos

O raciocínio vem antes do tratamento.

Desenvolvemos essa abordagem porque muitos casais recebiam tratamentos corretos — na ordem errada.

o que se avalia
  1. Casalsempre os dois — nunca um exame isolado
  2. Tempo reprodutivoidade e reserva ovariana definem a urgência
  3. Potencial masculinoo que é restaurável — e em quanto tempo
  4. Potencial femininointegrado, não avaliado à parte
como se ordena
  1. Reversibilidadepreservar opções vem antes de eliminá-las
  2. Probabilidade de ganhocada passo é avaliado pelo impacto esperado na chance de nascimento
o que se define
  1. Estratégia personalizadaa mesma condição, caminhos opostos em casais diferentes
  2. Plano
fig. 1 — o algoritmo que orienta cada consulta.

O trabalho não é acumular informação. É transformar informação em estratégia — o que, na prática, significa:

  • Decidir quando tratar.
  • Decidir quando esperar.
  • Decidir quando partir para a FIV.
  • Decidir quando operar.
  • E decidir quando não fazer nada.
Na prática

Dois casais. A mesma varicocele. Caminhos opostos.

Trinta segundos para entender como pensamos:

Casal A
  • Mulher: 36 anos
  • Reserva ovariana preservada
  • Varicocele moderada
  1. Cirurgia primeiro— corrigir o que é restaurável
  2. Tentativa natural— com prazo definido
  3. FIV apenas se necessário— com posição definida na sequência
Casal B
  • Mulher: 41 anos
  • Reserva ovariana reduzida
  • A mesma varicocele
  1. FIV imediatamente— o tempo se sobrepõe à reversibilidade
  2. Cirurgia depois — ou nem cirurgia— sem gastar o recurso mais escasso: o tempo

O diagnóstico era o mesmo. A estratégia, oposta. A diferença é a sequência.

Exemplo ilustrativo — a decisão real depende da avaliação completa do casal.